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News #5: Reconhecimento, utilidade e propósito
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Tudo bem?
Chegamos em junho: rumo à metade do ano!

 
No final desse mês chegaremos na metade do ano de 2017. Meu Deus! Tô passada como o tempo tá voando e as coisas acontecendo, mas já tava com vontade de mandar a news pra vocês faz tempo... Fiquei com uma sensação contraditória de ansiedade porque tava voando e, ao mesmo tempo, por estar demorando super pra passar. hahaha

O assunto dessa news é um assunto muito, muito importante, inclusive para você usar esses próximos seis meses do ano para repensar nas suas escolhas e se esse não é o momento de agir. Esses três pilares que quero explorar com vocês hoje são, inclusive, a base do meu método de trabalho e o que exploro de várias maneiras, ao longo dos meus processos de coaching e autoconhecimento para escolha de carreira.

Eles são aquelas três coisas que devem ser muito bem pensadas e levadas em consideração quando algo estiver incomodando muito no trabalho, assim como no momento de decidir se é mesmo a hora de buscar outras oportunidades e pedir demissão.

Muita gente me pergunta sobre qual o momento certo de saber quando se demitir. Dentre outras variáveis externas, como quem depende de você hoje e quais são suas responsabilidades/ compromissos nesse momento da sua vida, esses pilares são muito importantes e ajudam a fazer uma decisão que pode parecer tão pesada e maluca, uma escolha mais coerente.

Ou seja, mais uma vez, insisto em alertar: não existem respostas prontas. É uma questão de análise, reflexão e tchanãnãnããã: autoconhecimento.

Mas vamos aos pilares: reconhecimento, utilidade e propósito, são os bonitos!

Ao longo dos últimos anos, estudando, palestrando, fazendo atendimentos e conversando com as pessoas sobre trabalho x satisfação, percebi que todos, sem exceção, reclamavam de algum desses pontos. Ou não se sentiam reconhecidos, tanto pelos chefes, quanto financeiramente, ou não se sentiam úteis, pois muitas vezes faziam coisas pouco desafiadoras ou não tinham autonomia para criar, ou então não sentiam aquela sensação de pertencimento, de que fazia sentido estar naquele caminho, o que chamo de propósito.

Vou detalhar um pouco mais cada um deles, dando algumas dicas de como você pode começar a perceber se isso está sendo atendido hoje e do que você pode fazer para tentar descobrir o que poderia te fazer sentir assim, ok?

Reconhecimento
Todo ser humano sente vontade de ser reconhecido pelo que está fazendo. Seja no trabalho ou na vida pessoal, não adianta: buscamos, mesmo que um pouquinho, que a pessoa que esteja interagindo com a gente e, no caso, recebendo o resultado do nosso trabalho, fique satisfeita e aprove o que fizemos. Claro que temos que tomar bastante cuidado para não depositar toda carga da nossa satisfação na aprovação externa, mas não podemos ser hipócritas e fingir que isso não é importante.

Portanto, se você não se sente reconhecido hoje, nem pelos seus chefes/ líderes ou clientes, talvez seja uma boa:
1. Pedir um feedback para ver se isso realmente está acontecendo ou se não é coisa da sua cabeça, que talvez nunca tenha sequer sentado com seu chefe para saber como estão as suas entregas e a satisfação do cliente;
2. Analisar o que você pode fazer para melhorar, caso venha recebendo feedbacks negativos;
3. Cogitar uma mudança de empresa, caso você já dê o seu melhor e mesmo assim não tem reconhecimento;
4. Pensar no que você gosta de fazer e faz bem e talvez considerar uma mudança de carreira, caso você já dê o seu melhor e em mais de um emprego você passa pela mesma situação.

Outro fator a ser analisado aqui, na parte de reconhecimento, é a sua remuneração. Sim! Dim dim, monay, cash, la plata, d'argent, temers, dinheiros. Não adianta deixar isso de lado, o salário e/ou benefícios também fazem diferença no quanto nos sentimos reconhecidos ou não. Além disso, para algumas pessoas, outra forma de medir reconhecimento são promoções, ou seja, subir de cargo, ganhar novas responsabilidades e por aí vai.

Por isso, se isso estiver pegando você pode:
1. Organizar seus argumentos para conversar sobre uma possível promoção, novos desafios e/ou aumento de salário;
2. Cogitar buscar novas oportunidades no mercado, caso já tenha ficado claro que um aumento não vai rolar e é SÓ isso que poderá te fazer sentir reconhecido;
3. Cogitar buscar uma nova oportunidade numa empresa com plano de carreira bem definido, caso o que te incomode mais sejam as promoções e novos desafios.

Utilidade
Diferente do reconhecimento, que leva em consideração a aprovação externa, a utilidade é uma questão muito mais de você com você mesmo. Comassimm, Raquel?
Assim, ó: 
Muitas vezes até somos reconhecidos pelo que estamos fazendo, tanto pelas pessoas que recebem nosso trabalho, quanto financeiramente falando, mas, ainda assim, não sentimos que REALMENTE estamos usando nosso verdadeiro potencial. 

Quando eu trabalhava no corporativo com TI, tinha boas avaliações, meus clientes tinham um ótimo relacionamento comigo e elogiavam meu trabalho, porém, eu ainda não sentia que estava realmente usando tudo que eu tinha de melhor. Vivia tendo crises de síndrome do impostor e dificilmente sentia aquela sensação de missão cumprida ou aquele transe que a gente entra quando está tão concentrado e envolvido por um trabalho, que nem vê o tempo passar (o nome disso é flow. Vou falar mais sobre ele nas nossas próximas conversas, tá?).

Então, por mais que o pilar de reconhecimento estivesse ok, o de utilidade tava bem capenga. Agora chega de chororô e vamos ao que interessa: o que você pode começar a fazer para melhorar esse pilar:
1. Identificar as coisas que você faz de melhor e conversar com seu chefe sobre você fazer mais disso, usando argumentos sensatos de como isso poderia melhorar, ainda mais, seu desempenho;
2. Refletir se essa é mesmo a carreira que você quer seguir ou se esse tipo de entrega é o que você quer continuar produzindo.

A utilidade também tem muito a ver com o fato de não estar se sentindo produtivo. Se você não se sente como um recurso bem utilizado, você pode:
1. Ter uma conversa com o chefe sobre novas atividades, se estiver sempre com muito tempo livre;
2. Ter uma conversa com o chefe sobre novas responsabilidades, se estiver se sentindo pouco desafiado;
3. Refletir sobre as vezes que se sentiu produtivo e tentar resgatar essa forma de trabalhar.

Propósito
Bom, essa palavra tem sido usada de tantos jeitos e com tantas definições, que algumas vezes acho até um pouco polêmico usar. Mas entenda propósito como algo tão livre e leve quanto o que eu quero passar com esse pilar.

Esse é um pilar em que, claramente, muitos dos que me procuram estão capengando. E tem muito mais a ver com não sentir que aquilo que está entregando ali faça sentido, além de não sentir que pertence àquele lugar, àquela causa e àquele trabalho.

Ou seja, para mim, propósito tem muito mais a ver com pertencimento, com sentir que faz parte de uma tribo que corre pelo mesmo que você e que fala a sua língua. É tipo torcida organizada de time de futebol, sabe? Tudo bem que eles são um exemplo mega blaster extremo, mas deu pra entender. É tipo encontrar o seu bando de loucos. ~risos~

Tem vezes que estamos até sendo úteis e reconhecidos, mas ainda assim, não era por AQUILO que queríamos ser conhecidos, não é por AQUILO que queremos usar nosso tempo, potencial e produzir. Às vezes a gente trabalha bem, ganha bem e tem elogios no trabalho, mas sente um vazio quando entrega um relatório que vai virar mofo na gaveta de alguém, ou produz algum produto ou serviço que vai favorecer uma causa que você nem se importa e é nesse pilar que mora o perigo do viver no automático, o que muita gente faz por achar que "ah.... é pra ser assim mesmo, né?".

Uns nunca chegam a tomar essa consciência, uns até sentem o siricutico do propósito coçar, mas ignoram, outros, os que me procuram e pessoas como eu, não conseguem deixar esse siricutico quieto e aí entram nessa busca maluca, porém incrível, por pertencer e produzir pra isso.

E o que você pode fazer para começar a melhorar a situação desse pilar? Autoconhecimento.

Então tá bom, tchau!

Hahahaha, brincadeirinha. 

Vou deixar algumas perguntas para vocês refletirem e começarem esse trabalho de quebrar a cabeça:
1. Quais são seus interesses? Sobre o que você lê? Sobre o que você gosta de estudar? O que você gosta de aprender?
2. Quais causas você apoia? Tem paixão por animais? Por gastronomia? Por tecnologia?  Por crianças? Por educação? Pelo quê?
3. Pense nas vezes em que se sentiu bem em um grupo ou até mesmo num trabalho que tenha feito. Por qual razão era tão bom? E que tipo de grupo ou trabalho era esse? Por qual razão eles te fizeram sentir bem?

As respostas para essas perguntas podem te aproximar um pouco de qual ~propósito~ você gostaria de estar usando suas energias para produzir e ser reconhecido por. Se você gosta do que faz e faz bem, talvez só esteja direcionando seus talentos para a coisa errada, e por isso não sente que tem um propósito.

Então aqui fica o textão da reflexão para junho. O ano tá chegando na metade e eu não quero saber de vocês mais um ano pedindo pros fogos de artifício, no ano novo, uma mudança que tem que começar aí, por você!

Comece uma análise da sua realidade profissional hoje e tente entender qual desses três está precisando de atenção para que sua carreira seja mais feliz e mais saudável. Toda vez que algo estiver incomodando, pare e pense nesses três. Certamente algum estará precisando de manutenção.

Então, vamos lá!
Começando autoconhecimento em 3, 2, 1....

Beijos e beijas,
Raquel Tetti :)


Obs1: em junho vai rolar Oficina de Currículo Online de novo! E tô querendo fazer uma turma online do TETTRIS também. Não sabe do que eu tô falando? Dá uma olhada aqui.

Obs2: Se você tem alguma dúvida, quer conversar sobre o assunto ou só falar o que pensa, pode responder o e-mail! Vou adorar ouvir você, até se você discordar de mim.

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