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# outubro de 2016

DESTAQUE DO ACERVO

No destaque do acervo deste mês apresentamos um objeto cuja utilização – ou não – diz muito sobre as diferentes culturas: um aparelho de barbear.  Ao longo do tempo, cultivar a barba serviu como diferencial social e até mesmo religioso. Até fins do século XIX, as navalhas ainda eram os instrumentos mais usados para fazer a barba. Afiadíssimas e pouco seguras, normalmente eram utilizadas em barbearias.
 
O primeiro aparelho de barbear estadunidense foi patenteado em 1888 pelos irmãos Kampfe. Neste aparelho em forma de “T”, apenas um fio da lâmina era usado para fazer a barba, necessitando de afiação frequente.  Alguns anos mais tarde, a invenção foi aperfeiçoada por King Kamp Gillette por meio da criação do primeiro aparelho de lâminas intercambiáveis.  Inicialmente, sua invenção foi questionada, afinal, quem iria comprar lâminas novas seguidamente quando bastava afiar a velha navalha a cada novo barbear? A popularização definitiva do aparelho deu-se durante a Primeira Guerra Mundial, quando a Gillette fez um acordo com o governo norte-americano e enviou um aparelho de barbear para cada soldado, fortalecendo o hábito de barbear-se em casa.
 
O aparelho de lâminas descartáveis - precursor dos modelos atuais - começou a ser fabricado nos Estados Unidos, e rapidamente popularizou-se pelo mundo. No Brasil, a Gillette chegou oficialmente em 1926, quando instalou a sua primeira fábrica no Rio de Janeiro. Há registro de uma ameaça de greve dos barbeiros de São Paulo e Santos em função da diminuição dos clientes nos estabelecimentos na década de 1930.
 
Os barbeadores em forma de "T" foram chamados de “aparelhinhos” e seu uso popularizou-se tanto que as próprias lâminas começaram a ser chamadas de gilete, num caso de marca registrada que passou a designar um produto genérico. O objeto que está preservado no acervo do Museu foi um dos mais populares da década de 1950 e foi produzido justamente pela empresa Gillette.
 
A pesquisa sobre esse objeto foi realizada por Kátia de Almeida para a disciplina Cultura Material e Cultura Visual na Museologia Brasileira, vinculada ao Curso de Graduação em Museologia da UFRGS.
 
 ACERVO FOTOGRÁFICO PERMANENTE DA COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL


Acima, alguns negativos e contatos das décadas de 1960 e 1970.

O Projeto de Salvaguarda do Acervo Fotográfico Permanente da Coordenação de Comunicação Social, que começou em 2015, tem como objetivo disponibilizar para pesquisa um conjunto de imagens que constitui o registro visual mais completo das atividades desenvolvidas por todas as Secretarias da Prefeitura Municipal, desde 1960 até 2005. Trata-se de um acervo que pode chegar a 500.000 itens entre negativos, positivos, contatos e slides. O Projeto conta com um grupo de trabalho composto por representantes da Secretaria Municipal de Cultural, Assessoria de Comunicação social do Gabinete do Prefeito, Memorial da Câmara de Vereadores e Secretaria Municipal da Governança Local.
 
Em setembro de 2015, foi nomeada uma servidora arquivista, para dedicação exclusiva a esta atividade. Dessa forma, teve início o levantamento detalhado das quantidades e características do acervo, inclusão em banco de dados e ações emergenciais de preservação para os itens mais danificados. Foram contabilizados, até o momento, 90 caixas, 65.000 fotogramas negativos, 7.400 ampliações e 7.000 folhas de contatos.
 
O acervo foi disponibilizado como campo para estágio curricular para os alunos de Arquivologia e Museologia. Atualmente, contamos com uma estudante do curso de Museologia. 
 
1ª EDIÇÃO DO PROJETO FOTO MEMÓRIA

No dia 28 de setembro, ocorreu a 1ª edição do projeto FotoMemória. No encontro, foram apresentadas imagens da Fototeca Sioma Breitman retratando décadas passadas de Porto Alegre. Os participantes falaram sobre as mudanças da cidade como no comércio e nos carnavais. A conversa foi animada. Um dos participantes declarou: “A vida sem afeto, sem lembrança, sem saudade, não tem graça”. As próximas edições ocorrem nos dias 10 e 24 de outubro, segunda-feira, das 14h às 16h, no auditório do Museu.

A ação faz parte da programação do Mês do Idoso, que ocorre entre os dias 21 de setembro a 30 de outubro. O setor educativo do Museu também vai realizar visitas mediadas nos dias 18 de outubro, terça-feira, e 20 de outubro, quinta-feira, às 15h, com duração aproximada de 45 minutos. As inscrições para as atividades são realizadas pela Secretaria Adjunta do Idoso/ SMDH, pelo telefone 3289.2065.


Foto: Eleonora Spinato.
APROVEITE A PRIMAVERA EM NOSSO JARDIM!



Pitangueiras, abacateiros, bananeiras, goiabeiras... Amoreiras! Estamos na época das amoras e aqui é possível comê-las diretamente do pé!

Além dos eventos como o Piquenique Cultural e a Roda de Samba do Instituto Brasilidades, é possível usufruir do jardim durante os dias de semana. Você é nosso convidado para desfrutar desse espaço verde com mais de 2 mil metros quadrados. O horário é o mesmo do expediente do Museu.

Venha curtir a cidade e a estação das flores aqui!
 
BASTIDORES

GALERIA DE DECRETOS

Os decretos escritos pelo público visitante podem ser conferidos na nossa página no Facebook. Criamos um álbum com a seleção de alguns. A ideia surgiu em função das alterações propostas na exposição de longa duração “Transformações urbanas: de Montaury a Loureiro”, localizada nas salas 2 e 3.  Acesse a galeria clicando aqui.


AGENDE-SE
 
09 de outubro, domingo, às 16h – Roda de Samba do Instituto Brasilidades, no jardim do Museu.

10 de outubro, segunda-feira, às 14h – Projeto FotoMemória, no auditório do Museu.

24 de outubro, segunda-feira, às 14h – Projeto FotoMemória, no auditório do Museu.

04 de novembro, sexta-feira, às 19h – Cine Reflexão, no auditório do Museu.
 
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