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informativo
# setembro 2016

DESTAQUE DO ACERVO

O destaque do acervo de setembro nos leva ao universo das brincadeiras infantis. Você já brincou com bolas de gude? Já parou para pensar sobre o surgimento desse objeto?

No acervo arqueológico do Museu existem bolas de gude de vidro e de porcelana. Nesse mês, destacamos uma mostra destas bolas de gude encontrada em escavações arqueológicas realizadas em 2009 no local onde antigamente situavam-se Casas da Caridade da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia. As casas foram construídas para aluguel entre 1833 e 1834, também abrigando crianças abandonadas na Roda dos Expostos entre 1838 e 1843. O local corresponde, atualmente, à esquina da Avenida Osvaldo Aranha com a Rua Sarmento Leite e as pesquisas ali realizadas revelaram vestígios interessantíssimos sobre as modificações pelas quais passou o espaço hoje delimitado pelo Parque Farroupilha. 

Andréa Cogan, acadêmica do curso de Museologia da UFRGS, investigou a origem das bolas de gude. De acordo com a pesquisa, a história das bolas de gude confunde-se com a das civilizações. Há informações sobre achados em escavações arqueológicas no Egito e no Oriente Médio, com datas até 4.000 a.C. Gude deriva de "gode", vocábulo provençal que significa "pedrinha redonda e lisa”.
 
No início, elas eram confeccionadas em pedra, madeira, argila ou mármore. No século XV, passaram a ser feitas de vidro em Veneza e na Boêmia. No século XVII, apareceram bolas de gude de porcelana e louça. As bolinhas de aço, entretanto, nunca foram bem recebidas, pois causavam danos às bolas de material menos resistente.

No Brasil, o material mais usado é o vidro e, ao que tudo indica, a brincadeira foi trazida pelos portugueses. As bolinhas de gude de porcelana, como a que está à esquerda na foto, foram produzidas na Alemanha a partir de 1750. Atualmente, o passatempo com bola de gude já não é tão comum, assim como crianças divertindo-se nas calçadas e em grupos.
 
O QUÊ A CIDADE PRECISA?


No informativo de agosto, falamos sobre as alterações na exposição de longa duração “Transformações Urbanas: de Montaury a Loureiro”, localizada nas salas 2 e 3 do Museu. Agora, o setor educativo convida o público para um exercício de imaginação: o que você decretaria para a cidade?

Sobre a mesa de trabalho do intendente Alberto Bins estão disponíveis materiais para que as pessoas registrem seus desejos e suas inquietações em relação à cidade. Já na primeira semana, recebemos alguns decretos. Pedidos de mais segurança e desejos de “viagens interestaduais gratuitas, para que todos possamos vivenciar a cultura do nosso amado Brasil como um todo!”, somam-se a “Liberdade a todas as manifestações sexuais, religiosas, étnicas e demais, tornando crime qualquer intolerância, ignorância, violência e violação a tais manifestações. Decreto que se amem e se liberem todos e todas, gaúchos e não gaúchos”. Já uma jovem visitante gostou tanto da caneta de pena e do telefone que decretou: “Que algumas coisas do passado viessem para o presente.”

E você, pensou em algum decreto? Então, aproveite para visitar o Museu e compartilhá-lo conosco!
 
PROJETO FOTOMEMÓRIA
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos promove o Mês do Idoso entre os dias 21 de setembro a 30 de outubro. O Museu é parceiro da iniciativa em duas atividades. O setor educativo vai realizar visitas mediadas nos dias 18 de outubro, terça-feira, e 20 de outubro, quinta-feira, às 15h, com duração aproximada de 45 minutos.

Nos dias 28 de setembro (quarta-feira), 10 e 24 de outubro (segundas-feiras), das 14h às 16h, vai acontecer a 1ª edição do Projeto FotoMemória, que propõe a realização de encontros periódicos com público idoso com o intuito de receber a colaboração de pessoas que vivenciaram a cidade das décadas passadas, auxiliando na identificação de locais com pouca ou nenhuma informação. Ao mesmo tempo, busca estimular a narrativa de memórias vividas nos cenários de Porto Alegre de ontem e de hoje. A cada encontro será exibido um conjunto de 10 imagens do acervo da Fototeca Sioma Breitman. O número de participantes é limitado em 15 pessoas e as inscrições serão realizadas por meio da Secretaria Adjunta do Idoso/ SMDH.
 
DA VÁRZEA AO PARQUE FARROUPILHA


Note o registro acima, realizado pelo fotógrafo Lunara em 1901. O campo à esquerda corresponde ao atual Parque Farroupilha. À direita, o prédio do curso de Engenharia da UFRGS, junto à Exposição Estadual de 1901. Acervo Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo. Montagem: Guilherme Lund.

A área onde atualmente localiza-se o Parque Farroupilha passou por muitas transformações ao longo do tempo.  No século XIX era uma área alagadiça, situada na periferia da cidade, onde existiam potreiros e matadouros. Na região também existiam locais de culto religioso de matriz africana. O espaço era conhecido como Várzea, sendo denominado como Campo da Redenção em 1884. Foi apenas em 1935, em função das comemorações do Centenário Farroupilha, que o local adquiriu suas características atuais e recebeu a denominação de Parque Farroupilha. 
 
Parte dessas transformações é abordada na exposição de longa duração Transformações urbanas: de Montaury a Loureiro a partir da inserção de material arqueológico encontrado em escavações realizadas em 2009. A pesquisa foi realizada na área onde existiam as Casas da Caridade da Irmandade Santa Casa de Misericórdia, e que hoje corresponde à esquina da Rua Sarmento Leite com a Avenida Osvaldo Aranha. As casas foram construídas entre 1833 e 1834 para aluguel e abrigaram crianças abandonadas na Roda dos Expostos entre 1838 e 1843.
 
Entre os objetos encontrados, destacam-se brinquedos, como bolas de gude de cerâmica e bonequinha de porcelana, além de louças, moedas, materiais utilizados no trabalho com bovinos e equinos e ossos de animais abatidos. Abaixo, fotos do processo de escavação arqueológica: à esquerda, uma das áreas de descarte de lixo do século XIX; à direita, a localização de um cachimbo, possivelmente de matriz africana, e parte de uma panela de ferro.

 
               

A escavação, realizada em função da construção de um edifício-garagem da Santa Casa de Misericórdia, foi realizada por Alberto Tavares Duarte de Oliveira, Ana Carle, Clóvis Leandro de Mello Schmitz, Fernanda Tocchetto, Jocyane Ricelly Baretta, Pedro Henrique Ermida Cruz, Thais Tanccini, além de acadêmicos da UFRGS, PUCRS, ULBRA,FAPA,,UCS e UFPel. O trabalho foi realizado sob responsabilidade do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo e Centro Histórico-Cultural Santa Casa. 
 
PESQUISA DE PÚBLICO ONLINE
 
Você lembra que no primeiro semestre de 2016 realizamos uma pesquisa de público online para averiguar a satisfação e sugestões dos visitantes sobre nossos eventos? Nessa primeira etapa, 35 pessoas responderam à pesquisa e, a partir dos dados tabulados, já temos algumas indicações do caminho a seguir. As respostas foram dadas, em sua maioria, por mulheres, com faixa etária entre 21 e 40 anos, com formação superior e hábito de visitar outros museus. Mais que a metade das pessoas que responderam (77%) afirmou que já estive presente em atividades realizadas pela instituição.

O Piquenique Cultural é o evento mais popular, seguido de palestras, cursos, dança e teatro. Também foram mencionados em campo aberto a Noite dos Museus, o Beatles Day, a Roda de Samba do Instituto Brasilidades e palestras da Semana de Museus. A pesquisa mostra que o público está satisfeito com a programação e que o canal de informação mais eficiente é constituído pelas redes sociais.

Veja alguns os temas sugeridos para serem abordados em palestras e oficinas: música – rock independente; história de Porto Alegre; consciência negra; política; cultura; arqueologia de Porto Alegre; mídias; artes visuais; design; espiritualidade; integração rural urbano; museologia; aterro do Guaíba; piqueniques; oficinas com crianças; música; teatro; diversidade da Cultura Brasileira; conservação de acervos; preservação do patrimônio; ruas de Porto Alegre; circo; artesanato; geologia do município; história de Porto Alegre focada em assuntos como literatura, arquitetura; palestras sobre histórias antigas de Porto Alegre; gestão de acervos; dança; arte-educação; transformações da cidade, modo de vestir; fotografia; arte contemporânea; música local; histórias proporcionadas pela coleção de fotografias.

Os resultados da pesquisa serão disponibilizados no site do Museu assim que a formatação dos dados tabulados estiver finalizada.
 
BASTIDORES

III ENCONTRO DE PESQUISAS HISTÓRICAS
 
As pesquisas sobre nosso acervo, realizadas pelas estudantes do curso de Museologia Kimberly Pires e Julia Jaeger, foram selecionadas para o III Encontro de Pesquisas Históricas da PUCRS, realizado entre os dias 30 de agosto e 1 de setembro. Kimberly Pires desenvolveu seu trabalho sobre um microfone de pedestal, enquanto Julia Jaeger pesquisou sobre as medalhas da Exposição do Centenário Farroupilha. Os estudos foram realizados através da parceria entre o Museu e a disciplina de Cultura Material e Cultura Visual na Museologia Brasileira, ministrada pela professora Fernanda Carvalho de Albuquerque, no curso de Museologia da UFRGS.

GALERIA VIRTUAL “CÁPSULA DO TEMPO”

O mês de setembro marca as comemorações da Guerra dos Farrapos. Em 1935, por ocasião dos festejos do seu centenário, uma caixa metálica foi enterrada sob um monumento de granito no Parque Farroupilha. Durante 61 anos, o objeto permaneceu ali. Em meados da década de 1990, a caixa foi retirada, possibilitando a revelação e divulgação de seu conteúdo: objetos, reportagens, convites, medalhas, folders, catálogos, entre outros documentos relativos à Exposição do Centenário Farroupilha. Sabe o que é o melhor? Este conteúdo faz parte do nosso acervo e, no decorrer deste mês vamos disponibilizá-lo de maneira virtual em nosso site! 


AGENDE-SE
 
16 de setembro, sexta-feira, às 14h30 – Defesa da Tese de Doutorado "Jardim: laboratório de experiências a céu aberto", de Janice Appel, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS, no auditório do Museu.

25 de setembro, domingo, às 15h – Piquenique Cultural no Museu, no jardim do Museu.

28 de setembro, quarta-feira, às 14h – Projeto FotoMemória, no auditório do Museu.

30 de setembro, sexta-feira, às 19h – Cine Reflexão, no auditório do Museu.
 
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